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Acusado de tráfico de
drogas atualizava Facebook de dentro da prisão no Acre
Agentes penitenciários
denunciaram o preso Werlen da Costa Siqueira, 26, acusado de tráfico de drogas
que cumpre pena há quatro meses na Unidade Penitenciária Estadual Francisco de
Oliveira Conde, em Rio Branco. De dentro da cela, utilizando um smartphone com
internet 3G, Siqueira atualizava seu perfil no Facebook e conversava com
familiares e amigos na cidade de Mâncio Lima (650 km da capital). O preso
mantém em sua rede de relacionamento virtual cerca de 441 contatos. Ao observar
as atualizações, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen),
descobriu que três meses após ser preso, Siqueira já trocava mensagens com uma
prima.
“Estamos surpresos com a denúncia, tanto que na tarde esta quinta-feira
(22) determinamos que fosse feita de imediato uma vistoria geral em todas as
celas do complexo penitenciário”, disse o diretor do Iapen, Dirceu Augusto. Na
vistoria nas celas, os policiais militares encontraram três aparelhos de
celular em poder do traficante e uma pequena quantidade de maconha. O presídio
não tem sistema de bloqueio de sinal de aparelhos celulares. “Queremos pedir à
população que se souber de um preso que use celular no presídio para falar com
os familiares e usar a internet, que, por favor, apresente denúncia, mesmo que
seja anônima. Temos uma ouvidoria e o Serviço de Inteligência de Segurança
Pública, que podem ajudar a Justiça”, disse Augusto. Segundo o diretor, já
houve apreensão de celulares e drogas nas visitas e nas celas, mas é o primeiro
caso de uso de internet por presos que conseguiram identificar. Após o
flagrante, Siqueira foi transferido para o presídio de segurança máxima Antonio
Amaro Alves, também em Rio Branco, onde ficam presos condenados por crimes
hediondos e considerados perigosos. O Iapen não descarta a possibilidade de
outros detentos estarem utilizando a mesma prática para falar com familiares e
integrantes de quadrilhas fora das celas, e diz que vai aumentar o
monitoramento e reforçar a segurança.
Francisco Costa, UOL, Porto Velho
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