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Veja
os locais onde ocorrem mais afogamentos no litoral do Estado
Bombeiros
identificaram pontos de risco em praias e lagoas de 10 municípios. Anote as
dicas de segurança
O Corpo de Bombeiros
divulgou nesta sexta-feira (07) os pontos onde há mais risco de afogamentos no
litoral do Espírito Santo. Foram identificados pontos em lagoas e praias de 10
municípios.
Em São Mateus, o maior
perigo está em Guriri. A maioria dos banhistas é formada por turistas, que
entram na água sem ter conhecimento do lugar, que é caracterizado por ondas
fortes e correntes de retorno, que podem sugar as pessoas para o fundo.
Na Lagoa Juparanã, em
Linhares, a ordem é só frequentar as praias com salva-vidas e só entrar na água
nas áreas demarcadas, que são próprias para os banhistas. Fora delas, o risco
são as embarcações. As águas calmas escondem riscos.
Ainda em Linhares, foram
identificadas áreas de risco em Regência e Povoação. É onde deságua o Rio Doce.
A corrente é forte e pode levar o banhista para o fundo. No Pontal do Ipiranga,
o cuidado deve ser redobrado na foz do Rio Uruçuaquara (a 20 quilômetros de
Pontal do Ipiranga), porque a correnteza pode levar os banhistas para o fundo
do mar.
Em Aracruz, o ponto mais
arriscado é a Barra do Sahy. O cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio,
pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.
Jacaraípe, na Serra, tem
ondas fortes e muitos surfistas. Os banhistas devem evitar ficar perto deles,
pois as pranchas podem ferir as pessoas. Atenção também à correnteza de
retorno. Ainda na Serra, Nova Almeida e Praia Grande (Fundão) têm rio perto da
praia. Quando a maré está vazando e a correnteza está muito forte, há perigo de
o banhista ser levado pela correnteza.
Em Vitória, atenção na
Curva da Jurema. A praia tem buracos, que vão de 10 a 12 metros de
profundidade. Quem cai neles e não sabe nadar muito bem acaba se afogando, pois
não é possível pisar em algo para tomar impulso e sair do lugar.
Na Praia de Camburi, as
ondas são fortes em determinadas luas. Além disso, há as correntezas de
retorno, caminho pelo qual a água das ondas volta pelo mar e, dependendo da
força, pode arrastar uma pessoa. Essas áreas podem ser identificadas mais facilmente.
São os pontos onde o mar fica mais barrento.
Em Coqueiral de Itaparica,
Vila Velha, o maior problema são as ondas fortes, que podem machucar. Também
possui correntezas de retorno. Já na Barra do Jucu, além das ondas fortes, há o
rio, que sempre indica perigo. Quando a correnteza está muito forte e a água
vazando, a pessoa pode ser arrastada para as partes mais profundas do mar. E na
Praia da Costa, o perigo é para os aventureiros. Próximo ao local onde ficam os
barcos dos pescadores, os banhistas costumam pular na água, o hábito é um
perigo, pois existem pedras no fundo e as pessoas podem bater a cabeça.
Praia do Morro, das
Virtudes, das Castanheiras e Enseada Azul, em Guarapari, parecem calmas, o que
incentiva as pessoas a se aventurarem a nadar. Mas aqueles que não possuem bom
condicionamento físico costumam passar mal, e acabam se afogando.
Praia da Areia Preta: É
funda. E depois de aproximadamente três metros da areia, em alguns pontos, quem
não sabe nadar não encontra o chão e acaba se afogando;
Em Anchieta, muitas
crianças frequentam a praia dos Castelhanos, o que é sempre fator de
preocupação, pois elas gostam de se aventurar nas pedras. Há o risco de
escoriações, cortes e quedas, que podem ser fatais. Na Lagoa de Ubu, de um lado
ao outro são aproximadamente 200 metros. Isso anima alguns a atravessar a
lagoa. Mas quem não está fisicamente preparado pode acabar se afogando antes de
completar a travessia.
Itapemirim apresenta risco
devido ao rio que deságua no mar e faz aparecer buracos e correntezas intensas
em alguns pontos, que costumam fazer vítimas.
Em Piúma, apesar das águas
calmas e rasas, os turistas podem ter problemas com passeios longos. A 1,5
quilômetros da praia há uma ilha, que muitos gostam de visitar. Na ida,
geralmente, a maré está baixa e é possível ir andando, mas na volta, a maré
pode subir e pegar os desavisados de surpresa.
Na Praia da Cruz, em
Marataízes, há ondas e as chamadas correntezas de retorno, por onde as águas
voltam para o mar e puxam os banhistas para o fundo. E na Praia da Barra, dois
metros depois da linha da água começa a ficar fundo e os desavisados podem ter
problemas.
Em Presidente Kennedy, o
cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio, pois a correnteza pode levar os
banhistas para o fundo do mar.
Por fim, nas lagoas da
Grande Vitória, além do afogamento, pois é mais difícil nadar na água doce,
onde os nadadores se cansam mais rápido, há ainda o risco de as pessoas ficarem
presas na vegetação.
Dicas
do Corpo de Bombeiros para prevenir acidentes:
Não imergir em água após
lanches e refeições;
Não se afastar da margem;
Não saltar de locais
elevados para dentro da água;
Prefira lançar objetos
flutuantes (bolas, bóias, isopores, madeiras, pranchas e outros) ou então corda
para salvar pessoas, ao invés da ação corpo a corpo;
Não deixar crianças
sozinhas sem a presença de um adulto responsável;
Identifique nas
proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele;
Olhar a sinalização do
local, pois a mesma indicará se ele é próprio para banho ou não;
Evite brincadeiras de mau
gosto, como os conhecidos "caldos";
Tome cuidado ao caminhar
sobre as superfícies rochosas, pois podem estar escorregadias, o que levaria a
queda e cortes;
Instrua a criança quanto
ao perigo existente ao entrar em águas mais profundas ou ficar só;
Não deixar a criança na
banheira para pegar uma toalha: pois cerca de 10 segundos são suficientes para
que a criança dentro da banheira fique submersa;
Não abandone uma criança
para atender um telefonema, pois atender ao telefone: apenas 2 minutos são
suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;
Não deixe uma criança só
em qualquer tipo de reservatório d’água, pois ao sair para atender a porta da
frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode
ficar com danos permanentes no cérebro;
Nunca deixe a criança
sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos;
Mantenha baldes, recipientes
e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do
alcance das crianças;
Feche sempre a tampa do
vaso sanitário e tranque a porta do banheiro;
Em mares, rios, represas e
lagos, preste muita atenção na criança. Fique alerta nas mudanças de ondas e
correntes, por exemplo;
Sempre use colete
salva-vidas aprovado pela guarda costeira quando estiver em praias, rios, lagos
ou praticando esportes aquáticos;
Saiba quais os amigos ou
vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se
de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;
Instale cercas de
isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metros de altura, equipadas
com portões e travas;
Alarmes e capas de piscina
garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos
devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos
adultos;
Matricule as crianças em
aulas de natação.
Em caso de problemas,
ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros, para que o mesmo oriente e
auxilie a vítima.
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